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Revista Publiracing

Mulheres na aviação foi tema de debate no Rio de Janeiro


Molly Martin, Diretora de divulgação internacional do programa, diz estar confiante e determinada na missão de promover iniciativas entre moças jovens: “todos os anos faremos esse encontro, cada vez num lugar diferente do mundo. Precisamos encorajar o governo e a indústria a convidarem moças jovens para participarem de painéis que abordem essas iniciativas”.

Durante décadas, o setor da aviação foi um segmento exclusivamente ocupado por homens, oferecendo pouca, ou nenhuma, oportunidade para as mulheres, que eram vistas apenas em funções administrativas e de atendimento.

A Dra. Fang Liu, primeira Secretária-Geral da International Civil Aviation Organization (ICAO), esteve presente no seminário e reforçou: “Queremos fazer com que escolas e universidade despertem em suas jovens o interesse pela aviação, para que elas sejam encorajadas a ocuparem seus espaços nesta área”.

Com o passar do tempo, a participação feminina cresceu, não apenas no setor de aviação como em diversas outras áreas econômicas. Apesar das mulheres terem alcançado muito espaço na aviação, no Brasil elas ocupam apenas 1,88% dos assentos de comandantes e de copiloto e representam apenas 0,8% de todas as licenças válidas atualmente em comparação com os homens, segundo dados da ANAC.

Paula Faria, Diretora Executiva da Sator se compromete em movimentar o mercado brasileiro: “nós vamos envolver todo o universo feminino. Mulher tem um potencial para mudar qualquer coisa que seja fundamentalmente necessária. O IBAS, e todos as nossas atividades, estarão a favor do Woman in Aviation”.

Mundialmente, o ativismo feminino tem ganhado contornos significativos. São diversas frentes em destaque que lutam por direitos e igualdade em variados setores, desde educação até o mercado de trabalho.

Como a primeira Secretária-Geral da International Civil Aviation Organization (ICAO), a Dra. Fang Liu reforça este importante momento. “A igualdade de gênero é um objetivo que é importante para mim pessoalmente, e ressalto que isso é algo que as Nações Unidas estão buscando em todo o seu sistema e em todo o mundo. Isto foi formalizado no âmbito do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 5, como parte dos nossos esforços da Agenda 2030 da ONU”.

A copiloto Patricia Ramanauskas da Azul Linhas Aéreas que começou sua carreira aos 16 anos, sabe o quão difícil ainda é galgar posições tidas como tipicamente masculinas. “Antigamente o preconceito era bem maior, mas ele ainda continua latente. Já vivi episódios que minha competência foi colocada em cheque por ser mulher e por ser relativamente nova”, conta. “Mas vejo com bons olhos o futuro das mulheres na aviação, aos poucos temos conquistado espaço e respeito”, completa.

Histórias como a de Patricia Ramanauskas evidenciam a urgência de ações de conscientização. Para dra. Fang Liu, “Estratégias e ações concretas precisam ser tomadas por governos, organizações internacionais, bem como reguladores e operadores de companhias aéreas e aeroportuárias. Como primeira Secretária-Geral da ICAO, serei guiada por esta Resolução e assegurarei que a nossa Organização tome medidas concretas para melhorar a igualdade de gênero internamente e a nível mundial”.

#AVIAÇÃO #IBAS

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