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Revista Publiracing

Avaliação: Renault Duster 1.6 Dynamique, com ele o off-road não é uma miragem


Avaliação: Renault Duster 1.6 Dynamique

Confesso que havia dirigido muito pouco o Renault Duster até ao dia em que iniciamos nosso teste. Apesar de o modelo estar presente no mercado brasileiro a algum tempo, apenas havia realizado alguns quilômetros nos meses após o lançamento e também mais algumas breves experiências, e sempre em pequenos trechos.

O fato de a Renault ter mexido no modelo recentemente, tornando o Duster mais atraente, mais moderno, mas sem perder a identidade e principalmente suas características dinâmicas, me deixou ainda mais entusiasmado para começar logo a conhecer de forma mais profunda o Duster.

A possibilidade de estar em contato diário e de forma mais intensa com a versão 1.6 Dynamique do carro francês, me trouxe a possibilidade de descobrir qualidades e capacidades que desconhecia no modelo, deixando evidente o quanto estes testes mais extensos são importantes para que o jornalista, mesmo especializado, tenha a capacidade, de absorver, e posteriormente descrever, de forma clara e fiel as virtudes e deficiências dos modelos que testamos.

Por fora o Duster se modernizou, ele tem novas rodas aro 16 onde são instalados pneus de medida 205/60 R16, nova grade frontal, barras longitudinais no teto com o nome DUSTER, novo conjunto de para-choques traseiro e dianteiro, além de novos faróis e lanternas traseiras que agora são em LED.

Estes alterações rejuvenesceram o modelo mantendo seu aspecto robusto e arrojado.

Hora de ir para o interior e conferir o ótimo ambiente interno proporcionado. Não falta espaço nem capacidade para tornar ainda mais amplo o já enorme espaço interno, através do rebatimento parcial ou total dos bancos traseiros. Já que chegamos no porta-malas referência para este aspecto positivo do modelo, que disponibiliza 475 litros de capacidade, segundo valores da marca.

Ainda no interior, comandos para vidros e espelhos retrovisores estão agora na porta do condutor. Já os comandos do ar-condicionado mantêm seu posicionamento logo abaixo da tela de 7’’ sensível ao toque com GPS integrado.

Na tela fica acessível a central multimídia (Media Nav Evolution) que permite permanecer conectado enquanto dirigimos, além de entradas para MP3 player, iPod ou Smartphone e sistema streaming de áudio através de Bluetooth.

Um dos poucos aspectos dignos de reparo é a posição da tela. Para alguns, o posicionamento um pouco mais baixo em relação ao painel evita o desvio da atenção do condutor, sendo por isso positivo em termos de segurança, mas para nós ela deveria estar um pouco mais alta, facilitando a observação e leitura aos dados por ela disponibilizados.

É possível ainda mudar músicas, estações de rádio, e realizar ligações pelo tradicional comando da Renault atrás do volante,e que habitualmente fica do lado direito da coluna de direção.

Ajustado o volante ( apenas em altura ) e o banco, hora de dar partida ao motor. Não sem antes fazer uma referência muito positiva para a posição de condução, elevada, confortável, enfim, muito boa.

A versão testada por nós vem equipada com o motor que chegou através da aliança global Nissan/Renault e em tudo idêntico ao que equipa o Nissan Kicks, o 1.6 de 16 V denominado SCe (Smart Control Efficiency) Ele é dianteiro, transversal, com 4 cilindros em linha, comando duplo, e flex. A potência anunciada é de 120/118 cv com etanol e gasolina respetivamente, e em ambos os casos a potência fica disponível totalmente às 5.500 rpm. O torque é de 16,2 kgfm a 4.000 rpm.

Passando para o câmbio ele é manual de cinco marchas, e a integração destes dois componentes possibilita um desempenho equilibrado, sendo o motor eficiente, e o câmbio, em sua relação de marchas também muito adequado ao conjunto, com isso, sem esperar do Duster reações esportivas, é conseguido um equilibrado resultado entre economia e eficiência. Ainda disponível no painel a possibilidade de ativar a função Eco-Mode, que possibilita segundo a Renault redução em até 10% no consumo de combustível.

O Renault Duster se movimenta muito bem no trânsito da cidade, é confortável, ágil, e mesmo com apenas tração 4x2 ele vai para a terra e se movimenta bem por lá. Todos nós sabemos que muitos dos modelos tipo Crossover ou SUV apesar do apelo off-road não são muito capacitados para terrenos mais difíceis. .

No caso do Dynamique, foi para nós uma surpresa verificar que com ele se pode pensar em circuitos mais alternativos para nosso passeio. Ângulos de entrada (30º) e saída (34,5º), altura em relação ao solo de 210mm e um entre eixos de 2674mm são os argumentos para um destino diferente. O Duster tem ainda 4,31 m de comprimento, 1,82 m de largura, e altura de 1,69 m.

Momento para deixarmos também algumas das características técnicas que possibilitam que o Renault Duster seja uma interessante escolha, mesmo após a chegada de fortes concorrentes como o novo Hyundai Creta. Na comparação com o modelo coreano o Renault perde principalmente na ausência dos controles de tração e estabilidade, o auxilio para saída em rampa e no monitoramento da pressão de pneus, mas ganha na eficiência e robustez do conjunto, sendo mais lógica a aquisição do modelo francês se o novo proprietário gostar realmente de um off-road aos fins de semana, ou até, porque não, numa situação de necessidade diária .

Entre mais algumas importantes soluções oferecidas no Renault Duster Dynamique, e fundamentais para seu comportamento dinâmico, a arquitetura da suspensão, Independente McPherson (dianteira) e eixo de torção (traseira), configuradas de modo a permitir o fora de estrada, sem comprometer o conforto no dia a dia da cidade. Para frear toda a massa de 1214 kg, os engenheiros da Renault colocaram discos ventilados na frente e tambores nas rodas traseiras. O tanque permite abastecer com 50L de gasolina ou etanol.

Ao falar de combustível momento ideal para informar sobre o consumo registrado com o motor 1.6 16V e nossa caixa de câmbio manual de cinco marchas. O resultado foi 8,9 km/L de média, com teste dividido entre São Paulo, rodovia e ainda percorrendo alguns caminhos de terra, sempre abastecido com etanol. Se o consumo médio não decepciona, mostra, no entanto a necessidade de dosear o pedal da direita e acertar na troca de marchas, tudo isso para que o consumo se mantenha aceitável, especialmente se dirigindo de forma intensa pela cidade.

Faltou só falar do preço e seu posicionamento em relação ao mercado. Esta versão tem seu preço inicial em R$ 73.490,00 segundo o site da marca, disponibilizando ainda as versões com motor 2.0, de câmbio com seis marchas manual, uma outra de transmissão automática de apenas quatro marchas e uma quarta opção com o câmbio manual de seis marchas e tração 4x4. Além disso a marca tem a versão de entrada Expression, com preço sugerido de R$ 67.990,00.

Como, resumo ficamos agradavelmente surpreendidos com as alterações no modelo. Esteticamente mais moderno, a motorização foi renovada e é eficiente. Ele se mostrou muito equilibrado, na cidade, na rodovia, e ainda na terra, onde permitiu algumas aventuras no fora de estrada, mostrando que o Duster tem, não só o porte de utilitário esportivo, mas capacidade como tal, o que não deixa de ser raro. A versão mais “forte”, é disponibilizada pela marca com motor 2.0, câmbio manual de seis marchas e tração integral, produto que ficamos realmente desejosos de também conhecer. A posição de condução foi das mais corretas que experimentamos ente os produtos avaliados ao longo dos últimos meses. O ambiente interno é muito agradável, disponibilizando espaço e soluções dignas de um carro que pretende ser esportivo e alegre. Tudo isso ele consegue, mostrando que com o Duster o off-road não é apenas uma miragem.

Fotos: Revista Publiracing e Renault (Internas)

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