• Facebook
  • Twitter
  • YouTube
  • Instagram
Revista Publiracing

No sonho do motociclismo internacional, Sarah Conessa conquista 3º lugar na Espanha


Esta menina brasiliense driblou inúmeras dificuldades, conquistou importantes apoios e elevou um pouquinho mais o nome Brasil no cenário do motociclismo internacional. Aos 16 anos de idade, Sarah Conessa de Moura realizou o sonho de competir no exterior. A garota, que divide seu tempo entre a escola – está no segundo ano do Ensino Médio – e o esporte a motor, atravessou o Oceano Atlântico para ser a única representante do país no Women’s Open Cup R3 Yamaha, campeonato espanhol feminino de motovelocidade. E ela fez bonito. Sarah participou de cinco das seis etapas e obteve a terceira colocação no ranking final.

Após assegurar um importante resultado fora do país, Sarah Conessa (#35), da equipe Cerciari Racing School, já se prepara para mais um desafio no SuperBike Brasil. O garota ocupa a vice-liderança da categoria Yamaha R3 Cup e pode assumir a primeira posição, conforme a combinação dos resultados, já na próxima etapa que será realizada entre os dias 20 e 23 de outubro, em Londrina (PR), no Autódromo Internacional Ayrton Senna.

E, por acaso ou não, foi justamente na cidade paranaense em que toda essa história teve início. Após o esforço do SuperBike Brasil para realização de um grid exclusivamente feminino para a 7ª etapa da temporada 2015 – que, por sinal, teve vitória de Sarah –, a jovem piloto foi convidada por José Manuel Lorenzo, pai do tricampeão da MotoGP Jorge Lorenzo, para competir no campeonato que ele iria promover em solo espanhol em 2016. E claro, o convite foi aceito.

A garota que nunca havia feito uma viagem internacional agora estava credenciada para disputar a competição no país ibérico. Após providenciar passaporte e correr atrás de patrocinadores, Sarah e seu pai, Toninho Moura, partiram para a primeira rodada, realizada no mês de abril no Circuito de Albacete.

“Me dediquei muito para o campeonato. E até criei expectativas demais. Logo no primeiro treino livre, virei o melhor tempo. Já no classificatório fiquei uns quatro segundos atrás das ponteiras. No decorrer do campeonato, eu tava em terceiro lugar e vi que não ia conseguir passar as duas. Mas aprendi muitas coisas novas. Acho que cresci bastante como pessoa”, avalia Sarah.

Os bons resultados nas pistas foram acompanhados do esforço que a família Moura fez para que a filha participasse da competição. E a ajuda veio de toda parte. No campeonato era ‘cada um por si’, ressaltou a piloto. Desta forma, Sarah levou seus equipamentos, como macacão, capacete e luvas, seu pai, algumas ferramentas, e a moto foi comprada lá mesmo na Espanha – o regulamento exigia ela que fosse completamente original. Uma ajuda importante veio do governo do Distrito Federal. O programa de incentivo ao esporte ‘Compete Brasília’ financiou as passagens aéreas para todas as etapas.

Em grids com média de 12 meninas – a maioria delas espanholas – Sarah obteve quatro vezes o terceiro lugar. Além de conquistar os pódios, a piloto teve a oportunidade única de conhecer perto alguns dos melhores autódromos do mundo. A garota pilotou nos circuitos deAragón e Jerez, que sediam provas do Mundial de SuperBike e do MotoGP, e ainda correu nas pistas de Albacete e Alcarrás.

“Acho que essa foi a melhor parte. Conheci grandes autódromos. Já aqui no Brasil temos algumas pistas um tanto precárias”, comenta Sarah.

Mas uma das maiores dificuldades encontradas para participar do campeonato espanhol, além dos custos, foi mesmo conciliar os estudos com as longas viagens. Com cinco horas de diferença no fuso horário para o Brasil, Sarah costumava aterrissar na Espanha na quinta-feira, treinava na sexta e no sábado para correr no domingo. No dia seguinte pegava o avião novamente e retornava para casa. Nessa correria, além de perder algumas aulas, a garota teve que aproveitar o tempo e estudar para as provas ainda salas de embarque.

“Eu tava fazendo duas viagens por mês: uma internacional para a Espanha e uma nacional para as etapas do SuperBike Brasil. Mas os professores me apoiaram muito. Acho que todo mundo me apoiou. A galera do SBK me parabenizando e dando orientação. Minha família e amigos. Todos deram muito apoio”, concluiu Sarah.

Fotos: Johanes Duarte, Luis Gil e Pedro Juan

#MOTOCICLISMO

Laja Revista Publiracing
Reserve seu espaço