• Revista Publiracing

Associação de empresas de ground handling do Brasil se filia à ASA, entidade global do setor


A Abesata (Associação Brasileira das Empresas Auxiliares do Transporte Aéreo) agora é filiada à ASA (Airport Services Association), entidade que globalmente representa o segmento de ground handling. A assinatura do acordo aconteceu ontem, em Miami (EUA), durante a 2.ª Conferência Internacional de Ground Handling das Américas.

“Para nós da Abesata, fazer parte da ASA é um passo muito importante, no sentido de que vamos ser mais fortes para tratar dos problemas do segmento de ground handling no país, pois poderemos trazer as referências do mundo todo”, disse o presidente da Abesata Ricardo Miguel. No universo da aviação, a ASA está para o segmento de ground handling assim como a IATA (International Air Transport Association) para as companhias aéreas. “Podemos dizer agora que a Abesata surgiu há três anos para dar voz às empresas de serviços auxiliares em nível nacional, agora ganha voz global.”

ASA é uma associação totalmente internacional, com companhias integrantes em todos os continentes, em quase todos os países e nos maiores aeroportos. Surgiu há mais de 20 anos, baseada em Bruxelas, e se chamava “Independent Airport Handlers Association” depois mudou para “International Airport Handlers Association”. Finalmente em 2011, a sede foi transferida para a Suíça, promovendo uma mudança também na imagem corporativa e no nome, adotando ASA Airport Services Association.

O presidente da Abesata lembra que as questões que envolvem as empresas de ground handling no Brasil não diferem muito dos outros países: tentativas de monopólio, falta de habilidade por parte das administrações aeroportuárias no trato com as Esatas e a dificuldade para atuarem neste mercado, entre outros.

O acordo entre a Abesata e a ASA foi assinado por Michael Hancock e Tim Ornellas, ambos membros do Conselho da Asa e, em nome da Abesata, assinaram Ricardo Miguel, presidente, e Edgar Nascimento, diretor.

O trabalho em conjunto agora vai permitir que as duas entidades trabalhem em assuntos de maneira global, troquem informações e dados de interesse, promovam eventos, seminários, capacitações. Sempre com o objetivo de fortalecer o segmento de ground handling no mundo.

Ao longo do dia de ontem, Ricardo Miguel havia participado da Conferência de Ground Handling como palestrante. Ele apresentou o tema relacionamento das empresas de ground handling com a autoridade portuária, e o papel regulador do trabalho das chamadas empresas auxiliares do transporte aéreo. No mesmo painel, estiveram Gustavo Di Cio, diretor da Abiax Air, falando das oportunidades regionais nas Américas, e Len Sloper, da Aspa (Airline Service Providers Association), que integrou o painel sobre os desafios da indústria na região.

Em todo Brasil, existem hoje 122 esatas (empresas auxiliares do transporte aéreo) e juntas empregam 31.800 pessoas.

#AVIAÇÃO #ABESATA