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Pelissioni anuncia retomada das obras paradas do Metrô e CPTM


O consórcio Tiisa-DP formado pelas empresas Tiisa-Infraestrutura e Investimentos S/A e DP Barros Pavimentação e construção LTDA, deve retomar ainda neste mês de setembro as obras do Monotrilho – Linha 17 - Ouro, abandonadas há dois anos pelo Consórcio Monotrilho liderado pela Andrade Gutierrez. Os trabalhos envolvem a construção das estações Campo Belo (integrada com a Linha 5-Lilás do Metrô), Vila Cordeiro e Chucri Zaidan, do monotrilho da Linha 17-Ouro.

A previsão é que as obras das três estações sejam entregues em 17 meses após a assinatura do contrato. Quando concluídas e em funcionamento as estações devem receber 80 mil passageiros diariamente, com a Linha 17-Ouro operando de Congonhas/Jardim Aeroporto ao Morumbi-CPTM.

A informação é do secretário de Estado de Transportes Metropolitanos de São Paulo, Clodoaldo Pellissioni durante palestra de encerramento da 22ª Semana de Tecnologia Ferroviária na sexta-feira (16/09), ocasião em que traçou um panorama das obras paradas e em andamento do sistema metroferroviário de São Paulo, subordinado à sua Secretaria.

Pellissioni anunciou que o consórcio Tiisa-DP também deverá concluir a estação de interligação da Linha 5-Lilás do Metrô com o monotrilho e, futuramente deverá operar ambas (Linha 5 do Metrô e o Monotrilho da CPTM).

As obras que estão avaliadas em R$3,5 bilhões devem entrar em operação em julho de 2019. O monotrilho foi iniciado em 2008 para interligar o Aeroporto de Congonhas à estação Jabaquara do Metrô numa ponta e na outra, passando pelo o estádio do Morumbi, na época, indicado para sediar os jogos da Copa do Mundo em São Paulo. A promessa era que o sistema estivesse funcionando em 2014.

No caso da Linha 6-Laranja, do Metrô terceirizada para o Consórcio Move São Paulo em 2008 está programada para entrar em operação em 2020. Porém, as obras estão paradas desde a primeira semana de setembro porque o consórcio não conseguiu os recursos de sua contrapartida de R$ 5 bilhões no BNDES.

Segundo Pellissioni as desapropriações ao longo da linha que cabem ao governo do Estado estão em dia. “Farei uma reunião com a diretoria do BNDES na próxima semana para tentar destravar o empréstimo ao consórcio Move Move São Paulo, responsável pelas obras”, conta.

Pellissioni deu destaque à Linha 13-Jade, que vai oferecer ligação do Aeroporto Internacional de Guarulhos com a estação Engenheiro Goulart, da Linha 12 Safira. Esta linha tem previsão de entrar em operação em março de 2018, num trecho de 12,2 quilômetros e três estações.

De acordo com o secretário a Linha 13-Jade, avaliada em R$2 bilhões, deverá operar com oito trens dotados de bagageiros e funcionar até de madrugada para atender aos passageiros dos voos que atrasarem.

A estação Quitaúna, em Oscasco SP), da Linha 8-Diamante da CPTM está em obras, pelo valor de R$136 milhões. A extensão da Linha 9-Esmeralda de Grajaú a Varginha, na Zona Sul deverá ser entreguem em meados de 2018. “O Estado já conseguiu recursos para a desapropriação”, assegura Pelissioni.

Na Linha 11- Coral, a Estação Suzano está em obras. O sistema de Veículo Leve sobreTrilhos _ VLT de Santos e São Vicente já entrou em operação e funciona das 6 às 23 horas. A segunda etapa da obra que contará com 14 estações já foi iniciada.

“As dificuldades são muitas, mas os contratos de PPPs são a saída para manter os investimentos. Diante disso, em 2017 devemos anunciar novas obras. Tudo que fizermos em São Paulo e região metropolitana ainda será pouco na área de mobilidade”, finalizou o secretário.

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