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Revista Publiracing

WRC: Kris Meeke e Citroen vencem Rally de Portugal


De regresso à competição após uma paragem superior a dois meses, Kris Meeke foi rei e senhor no Vodafone Rally de Portugal. Mais focado em desenvolver o novo carro para 2017, o piloto britânico não desperdiçou a oportunidade de voltar a vencer no WRC e dominou por completo a prova portuguesa.

Andreas Mikkelsen que veio recuperando terreno ao longo da prova chegou com a possibilidade de disputar com o campeão do mundo a segunda posição no último dia, e foi isso que aconteceu. O norueguês superou o seu companheiro de equipe na Volkswagen, Sébastien Ogier. O francês, teve um furo na primeira especial de domingo, e ficou sem condições de disputar com Mikkelsen, terminando ainda assim não muito distante.

“Este rali foi quase perfeito para nós. Quero dizer obrigado à equipa e especialmente ao meu engenheiro. Tivemos uma boa posição de largada na estrada nos primeiros dias isso nos ajudou. O DS3 WRC continua a ser um carro muito bom”, afirmou o britânico.


Após a super-especial de Lousada, ainda na quinta-feira, o britânico aproveitou o facto de ser apenas o 13º a largar e assim encontrar o piso mais “limpo”. Com essas condições, bateu a concorrência logo na segunda especial (primeira de sexta-feira) assumiu o comando da prova.

A partir daí nunca mais perdeu essa posição. Sébastien Ogier, sentiu grandes dificuldades por ser o primeiro nas especiais portuguesas e acabou por perder a segunda posição no final para seu companheiro Mikkelsen, que perdeu algum tempo no segundo dia, devido a problemas no diferencial no Polo WRC, mas que, impondo um ritmo muito forte, foi recuperando até ser o melhor Volkswagen. Sordo ainda andou no ritmo dos primeiros na sexta-feira, mas a partir de sábado mostrou não ter condições para acompanhar o ritmo do trio da frente, Meeke, Ogier e Mikkelsen. Jari-Matti Latvala ficou sem direção assistida durante boa parte da primeira etapa e também ficou desde logo sem possibilidades de lutar pela vitória. Mads Ostberg perdeu muito tempo no sábado quando fez duas especiais só com apenas tração dianteira no Ford Fiesta. Insólita a situação de Thierry Neuville que também no sábado perdeu a esperança de obter um bom resultado ao ficar sem gasolina no Hyundai.


Palavras finais para a expectativa em torno do jovem Hayden Paddon após a vitória na Argentina, mas o neozelandês teve um acidente e terminou a sua participação logo na quinta especial. Aliás, o piloto foi protagonista de uma situação triste ao ver o seu Hyundai i20 WRC ser completamente consumido pelas chamas após a saída de pista, num ponto em que o mato alto, denso e seco da primavera portuguesa em contato com as partes quentes do Hyundai, provocaram o incêndio em torno do carro. Ott Tanak saiu de pista exatamente no mesmo local, mas teve mais sorte, pois conseguiu evitar que o incêndio consumisse também seu Ford Fiesta WRC.

Com o pódio entregue a um Citroën e a dois Volkswagen, o melhor Hyundai (de Sordo), ficou em quarto. Já Eric Camilli deu à Ford um quinto posto à frente de Jari-Matti Latvala. Martin Prokop (oitavo), foi o melhor dos privados.

Fotos: Citroen Racing e Volkswagen Motorsport

#WRC #CITROEN

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