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Revista Publiracing

Lufthansa Group com resultado positivo no 1º trimestre de 2016


O aumento dos rendimentos do Lufthansa Group no primeiro trimestre é encabeçado pela Lufthansa Passenger Airlines e a Austrian Airlines. As demais empresas aéreas do grupo reportaram resultados menores. O EBIT Ajustado da Lufthansa Passenger Airlines aumentou 244 milhões de euros, o da Austrian Airlines 23 milhões de euros. O EBIT Ajustado da SWISS diminuiu 28 milhões de euros, em grande parte devido à demanda em face do forte franco suíço. A Eurowings, cujos resultados estão sendo reportados separadamente pela primeira vez, obteve um EBIT Ajustado no primeiro trimestre 33 milhões de euros menor do que o do ano anterior, refletindo os custos iniciais de introdução dos voos de longa distância da empresa e os custos de configuração estrutural.

A Lufthansa Cargo registrou um decréscimo substancial de 71 milhões de euros em seu EBIT Ajustado no primeiro trimestre. Alta capacidade ociosa, principalmente nas rotas transatlânticas, e baixa demanda levaram a uma retração de 21,8% no faturamento da carga. A Lufthansa Cargo está se preparando para um exercício extremamente difícil. O EBIT Ajustado provavelmente ficará sensivelmente aquém do do ano anterior. Há poucas semanas foi introduzido um programa de redução de custos adicional. Os resultados das áreas de negócios Técnica e Catering no primeiro trimestre ficaram 20 milhões de euros aquém dos do ano anterior.

O Lufthansa Group espera EBIT Ajustado levemente acima ao do ano anterior

A previsão de resultado do Lufthansa Group para este ano continua inalterado: o grupo espera obter um EBIT Ajustado levemente acima do do ano anterior, de 1,8 bilhão de euros. Essa previsão, porém, não inclui impactos negativos sobre o resultado decorrentes de possíveis greves. O grupo não conta com diminuição da pressão sobre os preços nos setores de transporte de passageiros e carga. Os yields estão particularmente sob pressão nos voos de e para a América do Sul, resultante das atuais economias enfraquecidas da região. Na área de tráfego Ásia, chama atenção o menor volume de reservas de grupos de viagem chineses e japoneses. Em compensação, tanto a Europa como a América do Norte, maiores e mais importantes áreas de tráfego da Lufthansa, mostram tendências mais estáveis.

“As tendências que observamos nos últimos meses devem continuar no presente trimestre,” concluiu Simone Menne. “A intensidade da concorrência e as pressões resultantes sobre os preços não deverão diminuir – até por causa dos baixos custos de combustível. Por isso é importante que continuemos a trabalhar insistentemente nas nossas posições de custos. Mantemos firmemente nosso objetivo de diminuir nossos custos unitários neste ano, ajustados dos impactos de combustível e câmbio.”

O faturamento total do Lufthansa Group no primeiro trimestre de 2016 diminuiu 0,8%, para 6,9 bilhões de euros. Apesar do volume sensivelmente maior de passageiros, as receitas do tráfego diminuíram 3,9%, o que reflete a substancial pressão sobre os preços, enfrentada pelas empresas aéreas e os negócios de carga do grupo. O principal indicador financeiro do êxito dos negócios do grupo – seu EBIT Ajustado -, porém, aumentou 114 milhões de euros, chegando a -53 milhões de euros.

Este aumento decisivo do resultado no tradicionalmente fraco primeiro trimestre deve ser atribuído não somente às vantagens decorrentes da redução continuada dos custos de combustível, que chegaram a 237 milhões de euros no período, mas também a uma redução de 4,0% nos custos unitários, excluídos os impactos de combustível e câmbio. Nos resultados do grupo no primeiro trimestre de 2015 estavam incluídos 100 milhões de euros de despesas com a depreciação do bolívar venezuelano e efeitos de greves. Isso influenciou de forma positiva a evolução relativa dos custos unitários no primeiro trimestre desse ano. Mas os custos unitários do primeiro trimestre de 2016 também refletem o sucesso das medidas de redução de custos aplicadas em todo o Lufthansa Group, ao mesmo tempo em que o crescimento da Eurowings também teve influência positiva sobre os níveis gerais dos custos unitários.

“Iniciamos o novo exercício comercial de forma sólida”, disse Simone Menne, diretora financeira da Deutsche Lufthansa AG. “Observamos pressão significativa sobre os preços das nossas empresas aéreas de passageiros, e mais ainda sobre os da Lufthansa Cargo. Mas a redução substancial dos custos unitários nas nossas empresas aéreas de passageiros mais do que compensou o declínio dos preços. E não estamos nos beneficiando somente de mais reduções no custo de combustíveis e de efeitos não recorrentes. Melhoramos, também, nossa estrutura de custos operacionais, o que representa uma mudança importante na tendência evolutiva dos nossos custos unitários.”

“O começo da nova Eurowings também foi marcado pelo sucesso,” continuou Simone Menne. “Nos primeiros três meses, o fator de ocupação de assentos chegou a encorajadores 94,2% em seus novos voos de longa distância. O retorno dos clientes também tem sido muito positivo. Seu resultado no primeiro trimestre ficou aquém do do ano passado, o que se deve parcialmente aos custos de lançamento da empresa, e sentimos que a nova Eurowings está no caminho certo.”

Os rendimentos líquidos do grupo no primeiro trimestre chegaram a -8 milhões de euros (1º trim. 2015: 425 milhões de euros). Isso significa um aumento de 70 milhões de euros em relação ao resultado ajustado do ano anterior, já que o resultado do primeiro trimestre de 2015 incluía um lucro financeiro de 503 milhões de euros decorrente da conversão antecipada das obrigações convertíveis da JetBlue. O fluxo de caixa decorrente das atividades operacionais no primeiro trimestre diminuiu 21,5%, para 1,1 bilhão de euros. Isso se deve principalmente à tendência a mais reservas de curto prazo: os voos são reservados mais perto da data de partida, o que faz com que a empresa receba o dinheiro mais tarde. Esse efeito, porém, deverá desaparecer nos próximos meses, desde que as reservas de um modo geral se mantenham nos níveis atuais. A cota de capital próprio retrocedeu 3,7 pontos percentuais, para 14,5%, quase inteiramente devido às provisões de aposentadoria, 1,5 bilhão de euros maiores em decorrência da redução da taxa de desconto.

“A contínua volatilidade dos juros mostra, mais uma vez, como a mudança do sistema de aposentadoria é importante para nossa estabilidade financeira a longo prazo. Com Verdi, já conseguimos transferir nosso maior grupo de funcionários para o novo sistema”, enfatizou Simone Menne.

#AVIAÇÃO #Lufthansa

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