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Revista Publiracing

Editorial - Politica energética equivocada, o futuro cada vez mais distante!


Ao iniciar este texto um turbilhão de ideias me vem à cabeça. São inúmeros os problemas que levam o Brasil a andar na contramão dos países desenvolvidos quando se fala de combustíveis e energia.

Comecemos pelo combustível de origem fóssil, ainda o principal responsável no Brasil por dar energia aos motores de ônibus, caminhões, carros e máquinas.

Com o preço do barril de petróleo baixando no mundo inteiro, e governos responsáveis, honestos e competentes repassando esse valor diretamente para o consumidor com a consequente diminuição do preço de venda nos postos de combustível, aqui no Brasil observamos que as irresponsáveis politicas dos últimos anos, provocam um aumento praticamente semanal de gasolina e diesel, e nem o combustível “nacional” alternativo, o etanol, escapa desta subida absurda que tem levado muitos brasileiros a deixar o carro em casa. Os motivos são conhecidos, e facilmente chegamos à conclusão que nem um combustível que teoricamente poderíamos, e deveríamos dominar, desde sua produção, passando pela distribuição, logo controlando seu preço, conseguimos ter como alternativa, nem ecológica e muito menos de mercado, pois etanol vendido por litro a R$ 3,00 e em muitos estados bem acima desse preço, deitam por terra qualquer discurso dos últimos governos de que dominamos esta tecnologia e somos pioneiros na sua comercialização.

O produto que ainda é essencial para o transporte de mercadorias e pessoas, que ainda é fundamental para manter as economias ativas, logo desenvolver o país, ao mesmo tempo controlando os preços de todos os produtos que necessitamos para o nosso dia a dia, parece estar no Brasil fora de controle, assim como nossa principal empresa do setor. E não existe pré-sal que nos salve, pois faz muitos anos as principais empresas do setor petrolífero vêm diminuindo ou paralisando investimentos em novos projetos ou projetos caros, como é o caso,do pré-sal, ao mesmo tempo se preparando para uma nova demanda global que são as energias alternativas, mais limpas, cada vez mais baratas, mas que exigem planejamento e vontade politica para sua implementação.

Por aqui a energia elétrica também ela está nas alturas, fruto mais uma vez da falta de planejamento e de uma verdadeira politica de energia sustentável e de futuro. As soluções para conseguir essa energia existem, estão aí, são utilizados por países desenvolvidos das mais diversas formas, aproveitando as ondas do mar, os ventos, o sol ou as águas dos rios.

O aproveitamento dessa energia tem levado países como a Alemanha, um dos mais desenvolvidos do mundo, a ter praticamente 40% da energia que utiliza a ter origem em fontes naturais, renováveis e limpas. A exemplo da Alemanha muitos países vão nesse caminho, com investimentos que começaram décadas atrás e que se intensificam a cada ano.

Ao observamos este cenário, vimos como nosso caminho é equivocado. Não conseguimos dominar o etanol, o pré-sal outra ilusão de autonomia vendida ao povo, e paralisados pela falta de politicas que implementem novas fontes de energia que aproveitem de forma correta os fantásticos recursos naturais que nosso criador deixou de “brinde” para nós, nosso futuro não será muito diferente do que vivemos hoje, um país muito caro, paralisado e deprimido.

Para terminar uma justa referencia à medida tomada pelo governo federal em 2015 em relação a carros elétricos e híbridos que vêm de fora, e que passam a ser vendidos com isenção de imposto de importação (que soma cerca de 35% no valor total do produto), além disso futuros elétricos e híbridos com combustão a etanol e fabricados no Brasil poderão ser dispensados do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados). Se aplicados e se repassados estes descontos pelas fabricantes, a medida é sem dúvida um incentivo.

Marcas como BMW, Nissan e Renault, apenas para citar alguns bons exemplos, já têm seus veículos elétricos sendo vendidos em cada vez maior numero pelo mundo inteiro. Novas baterias, aumentando a autonomia dos modelos, vêm tornando esta opção não só uma questão de responsabilidade social, mas também de preço e economia.

No Brasil, a BMW vem introduzindo por conta própria, e através de parcerias com Shopping Centers e redes de supermercados (Pão de Açúcar), pontos de carregamento para seu modelo i3. Ou seja, a iniciativa privada realizando o que deveria ser implementado pelo poder público, a exemplo de tantos e tantos países que já observam nesta matriz energética o caminho para o desenvolvimento e bem estar de sua população, no presente, mas principalmente com um olhar para o futuro.

Só para finalizar, e tocando no aspecto esportivo, referir que uma das categorias do automobilismo mundial que mais interesse vem despertando aos apaixonados por corridas, é a Fórmula E. Ela é disputada com carros totalmente elétricos, está na sua segunda temporada, esbanjando interesse e credibilidade, e realizando suas corridas de rua no centro de algumas das mais importantes cidades pelo do mundo.

Parece que por aqui andamos olhando para baixo, observando apenas no subsolo o petróleo e sua nuvem poluidora, enquanto o resto do mundo já olha para cima, para o sol, para o vento, para a água, para o bem estar, para o futuro!

Imagens: Divulgação

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