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Revista Publiracing

Indústria automobilística, ladeira a baixo, e sem freio !

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No seu habitual encontro mensal com os jornalista, em que são atualizados os dados do setor, a ANFAVEA ( Associação nacional dos fabricantes de veículos automotores ), fez nesta sexta feira (4), através dos dados divulgados pelo seu presidente, Luiz Moan Junior, um retrato aritmeticamente cinzento, espelhando de forma bem clara que a indústria desce ladeira abaixo, com quedas consecutivas e expressivas nas vendas.

Como dados mais relevantes, uma queda nas vendas de veículos de -8,9% do mês de Agosto em relação ao mês anterior, e queda acumulada desde Janeiro de -23,9%. Dados significativos e que vem de encontro a uma economia brasileira paralisada, desatualizada, e com empresários carregando nas costas o pesado fardo fiscal, fruto da incompetência dos gestores de Brasília, e também claro de seus próprios erros.

Como resumo do estado de paralisia da economia brasileira, são os dados, ainda mais impressionantes, das vendas de caminhões, que amargam uma forte queda desde Janeiro com -44%, chegando aos inacreditáveis de -60%, quando analisados apenas os números da linha de produtos mais pesados, precisamente aqueles que são utilizados em obras de infraestrutura e construção civil.

Mas não só de notícias negativas viveu a coletiva de sexta feira. O otimista presidente da entidade, falou sobre algumas medidas a serem implementadas nos próximos meses, e que visam diminuir o impacto da crise sobre este importante e influente segmento da economia.

Entre elas, uma nova legislação para a transferência de propriedade de veículos usados, com o intuito de reduzir custos na burocracia, logo no preço final. Destaque também para o acordo já fechado com algumas instituições financeiras para créditos a empresas menores, mas que são fundamentais na cadeia produtiva do setor, e que podem agora obter empréstimos a taxas de juros mais competitivas devido a garantias cedidas pelas montadoras, que funcionam assim como uma espécie de avalista. Com isso, empresas sistemistas conseguem de alguma forma recuperar folego para sua atividade, e se evitam ao máximo mais falências e fechamentos numa cadeia produtiva que vive momentos muito difíceis.

Para o setor de produção de máquinas agrícolas, ações também na área financeira através de uma redução no tempo de análise nos pedidos de financiamento para aquisição deste tipo de máquinas, reduzindo dos atuais 67 dias para uns esperados 14 dias, todo o processo de liberação.

Desburocratizar e agilizar processos são aliás fundamentais para combater um dos males do país, “emperrado” pela incompetente e onerosa burocracia.

Artur Jorge

Foto - AJLS Comunicação

#ANFAVEA

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